Sexta-feira, 18 de Maio de 2012

Este blog aceita o envio de amostras mas...

Recentemente apercebi-me que apesar de ter os meus contactos das redes sociais aqui no blog não tenho outra forma de contacto mais simples. Por isso passa a constar um mail para informações.

É também altura de esclarecer que este blog aceita o envio de amostras de vinho para divulgação. Não tem nada de mal em admiti-lo e dá-se a garantia que todos os vinhos recebidos serão publicados. Serão também sempre identificados os vinhos que foram oferta.

No entanto deixa-se também claro que apenas a opinião do autor deste blog será publicada, não sendo aceite qualquer orientação no sentido da apreciação.

Salvo quando considerar relevante e oportuno não procederei à divulgação de press releases ou qualquer tipo de texto enviado por produtores para reproduzir. Mas quando acontecer os mesmo serão devidamente identificados como tal.

Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

Periquita Reserva 2009 - Castelão com um pouco mais


E se já expliquei a origem do nome da casta Periquita nunca cheguei a explicar que é uma casta que aprecio pouco, em especial quando utilizada sozinha.

Felizmente não é o caso da composição deste Periquita Reserva 2009, que o produtor José Maria da Fonseca enviou para prova. Com uma mistura de Castelão (45%), Touriga Nacional (31%)e Touriga Franca (24%) acaba por ser um vinho onde a influência do castelão é forte, mas ao qual são acrescentadas umas notas engraçadas provenientes das outras castas.

Para quem não é um grande fã de Castelão (ou Periquita como é conhecida na região) vale a pena provar este vinho, pois as notas das outras castas - em especial a Touriga Nacional - acrescentam algo mais e atenuam um pouco a presença o Castelão.

Como o vinho foi enviado a vários blogs (e eu me atrasei a prová-lo) são várias as opiniões sobre ele que já foram publicadas. Tenho assim a oportunidade de comparar mais opiniões à medida que escrevo este texto. Das que li destaco as de três de blogs que são para mim uma referência.

O Puto (Bebe) admite ter ficado satisfeito e destaca a sua regularidade. O Nuno Ciríaco (da Adega dos Leigos) considera-o um todo-o-terreno, com um perfil semelhante aos anos anteriores e gostou bastante. Por último o Carlos Janeiro (do blog Comer, Beber e Lazer) considera-o na linha dos antecessores e que cresce à medida que o vamos conhecendo. De todos parece ser quem tem a melhor opinião sobre o Periquita Reserva 2009.

Concordo com a ideia generalizada que é um vinho que tem mostrado muita regularidade. Mas acho que ainda é cedo para o beber e o vinho precisa de repousar na garrafa mais uns tempos. Por enquanto é um vinho que apesar de bom não deslumbra nem se destaca em nada, apresentado no entanto sem defeitos aparentes.

Para os apreciadores dos vinhos da região o Periquita Reserva é uma referência e por isso o preço de 8€ parece-me bastante justo. É deixá-lo repousar mais um pouco e penso que poderá ainda melhorar e ganhar muito. E digo isto porque quando provei a colheita de 2005 já tinham passado seis anos e mostrou-se muito mais interessante.

Tive a oportunidade de quando o bebi o juntar a dois tipos de pratos muito diferentes.


Primeiro contra um folhado de farinheira de Porco Preto aguentou-se muito bem. Não se deixou apagar perante o forte sabor do enchido e com a ligeira acidez que tinha cortou um pouco o enjoativo da farinheira.


Mas a prova de fogo veio depois com um camarão gratinado com espinafres. Aqui foi a doçura do molho bechamél e o sabor do marisco que podiam ter dado problemas. Mas veio confirmar a sua tendência de todo-o-terreno. Acompanhou bem a textura melada do gratinado e não se sobrepôs ou deixou-se apagar pelo doce. O sabor do marisco e do vinho pareciam feitos um para o outro.

São poucos os vinhos com esta característica todo-o-terreno que tenho provado ultimamente e com uma qualidade assim. E ainda por cima a agradar-me. E desconfio que daqui a 2 ou 3 anos vai ser um vinho ainda mais extraordinário

Periquita Reserva 2009
Produzido por José Maria da Fonseca,
Região: Península de Setúbal, Portugal
Notas: Aroma fruta vermelha madura, fruta negra intensa e com notas de pinheiros intensas e um pouco de flores muito ligeiro e agradável.
Na boca a fruta domina por completo. Notas de pinheiro verde a marcar o final de boca.
Enche menos de meia boca. Muito redondo. Alguma acidez ligeira e vegetal.
Final médio.
Preço: 7,99€ (PVP recomendado)
Write a review: 87 (in 100)
(11 de Maio, 2012)
Oferta do Produtor

Terça-feira, 15 de Maio de 2012

Apresentação dos Young Winemakers of Portugal

Young Winemakers of Portugal
Young Winemakers of Portugal, por airdiogo


Dia 12 de Maio de 2012 foi a apresentação oficial dos Young Winemakers of Portugal no Restaurante GSpot Gastronomia com um menu harmonizado e pensado para estes vinhos.


mesa posta no GSpot
mesa posta no GSpot, por airdiogo


O projecto começou com a partilha de um stand num evento, como uma forma de poupar custos.

Perante o sucesso repetiram a dose e gostaram. E foi então que Luís Patrão, Diogo Campilho e Pedro Pinhão, João Cabral de Almeida, Pedro Barbosa e Rita Marques decidiram algo que ainda pouco produtores têm a inteligência de fazer: juntar esforços para se promoverem.

O mais interessante deste grupo é mesmo a diferença entre os vários produtores, todos ainda muito jovens mas a mostrar elevado potencial. Em conjunto têm a grande vantagem de conseguirem abranger várias regiões e sempre com vinhos que fogem ao convencional.


Clip 2011
Clip 2011, foto por airdiogo


Camaleão 2011
Camaleão 2011, foto por airdiogo


Conceito
Conceito, foto por Ricardo Bernardo (Todos os direitos reservados. Reproduzido com autorização.) 


Contraste 2010
Contraste 2010, foto por Ricardo Bernardo (Todos os direitos reservados. Reproduzido com autorização.) 

Conceito New Zeland
Conceito New Zeland, foto por Ricardo Bernardo (Todos os direitos reservados. Reproduzido com autorização.) 

Hobby Antão Vaz 2010
Hobby Antão Vaz 2010, foto por Ricardo Bernardo (Todos os direitos reservados. Reproduzido com autorização.) 

Conceito
Conceito, foto por Ricardo Bernardo (Todos os direitos reservados. Reproduzido com autorização.) 


Vadio Bairrada Tinto
Vadio Bairrada Tinto, foto por Ricardo Bernardo (Todos os direitos reservados. Reproduzido com autorização.) 


Hobby Abafado
Hobby Abafado, foto por Ricardo Bernardo (Todos os direitos reservados. Reproduzido com autorização.) 


Na minha opinião são mesmo as diferentes personalidades destes vinhos e as suas diferentes direcções que são uma vantagem. Especialmente quando provados em conjunto pois dificilmente não haverá um vinho dos Young Winemakers of Portugal que não vai agradar. Os nossos sentidos acabam por ser surpreendidos com tal variedade.

Este é um sinal claro de uma nova geração, com grandes qualidade técnicas, com bons recursos e originária de grandes "escolas" do vinho. Aliados a isso a vontade de partilhar recursos e conhecimentos das nossas ferramentas de divulgação (entre elas as redes sociais por exemplo) é um projecto com grande capacidade e que vai nos próximos tempos dar cartas e ter alguns trunfos na mão.

Quanto aos vinhos aqui fica a lista de vinhos apresentados e umas curtas impressões de alguns dos vinhos da noite. Sei que os vou procurar no futuro para os apreciar em separado e com mais calma.


Clip do Monte da Vaia 2011 (branco)
Produzido por  Pedro Barbosa,
Região: Cávado, Portugal
Notas: Aroma suave. Frutos tropicais ligeiros. Citrinos ligeiros.
Na boca acidez moderada. Fruta tropical madura. No final alguns citrinos amargos.
Final longo mas amargo.
Um perfil diferente para os Vinhos Verde e a pedir comida a acompanhar.
Preço: 5,50€ (PVP recomendado)
Classificação: 90 (em 100)
(12 de Maio, 2012)

Camaleão 2011 (branco)
Produzido por João Cabral de Almeida,
Região: Lisboa, Portugal
Notas: Aroma suave. Toranja verde, espargos.
Na boca vegetal. Pouca acidez. Notas de fruta vermelha e forte componente vegetal.
Final longo.
Preço: --
Classificação: 91 (em 100)
(12 de Maio, 2012)

Conceito 2010 (branco)
Produzido por Conceito Vinhos,
Região: Douro, Portugal
Notas: Aroma fruta madura, frutos secos.
Na boca fruta madura. Final longo com madeira bem integrada. Muita complexidade.
Preço: 26€ (PVP recomendado)
Classificação: 89 (em 100)
(12 de Maio, 2012)

Contraste 2010 (branco)
Produzido por Conceito Vinhos,
Região: Douro, Portugal
Notas: Aroma intenso com notas de frutos secos. Fruta citrina madura e notas de madeira doce.
Na boca acidez controlada. Fruta madura e madeira doce suave. Nota vegetal ligeira.
Final longo.
Preço: 8€ (PVP recomendado)
Classificação: 91 (em 100)
(12 de Maio, 2012)

Vadio 2010 (branco)
Produzido por Vadio,
Região: Bairrada, Portugal
Notas: Aroma com notas de fumo, fruta branca, notas de laranja.
Na boca acidez elevada, mas doce. Fruta critica verde, frutos secos.
Final muito longo e seco, com notas de óleos de frutos secos.
Preço: 8,50€ (PVP recomendado)
Classificação: 90 (em 100)
(12 de Maio, 2012)

Conceito Sauvignon Blanc 2011 (branco)
Produzido por Conceito Vinhos,
Região: Marlborough, Nova Zelândia
Notas: Aroma com fruta tropical muito intensa. Ananás e manga. Notas de fumo ligeiras e um pouco de queijo velho.
Na boca doce. Fruta tropical madura.
Final longo, mas ácido.
Preço: 20€ (PVP recomendado)
Classificação: 89 (em 100)
(12 de Maio, 2012)

Hobby Tejo 2010 (branco)
Produzido por Exquisite Wine,
Região: Tejo, Portugal
Notas: Fruta sobrematurada, com notas de fruta madura.
Na boca boa acidez. Fruta madura, Citrinos.
Preço: --
Classificação: 88 (em 100)
(12 de Maio, 2012)

Hobby Alentejo 2010 (branco)
Produzido por Exquisite Wine,
Região: Alentejo, Portugal
Notas: Aroma com citrinos. Nota vegetal.
Na boca boa acidez. Citrinos maduros
Preço: --
Classificação: 90 (em 100)
(12 de Maio, 2012)

Hobby Alentejo 2008 (tinto)
Produzido por Exquisite Wine,
Região: Alentejo, Portugal
Notas: Aroma fruta vermelha madura, cm notas de especiarias e flores.
Na boca bons taninos. Fruta forte, notas de madeira e especiais tostadas.
Final longo. Enche mais de meia boca. Alguma acidez.
Preço: --
Classificação: 90 (em 100)
(12 de Maio, 2012)

Vadio 2007 (tinto)
Produzido por Vadio,
Região: Bairrada, Portugal
Notas: --
Preço: --
Classificação: --

Conceito 2010 (tinto)
Produzido por Conceito Vinhos,
Região: Douro, Portugal
Notas: --
Preço: --
Classificação: --

Conceito Vintage 2007 (Porto)
Produzido por Conceito Vinhos,
Região: Porto, Portugal
Notas: --
Preço: --
Classificação: --

Hobby Abafado (fortificado)
Produzido por Exquisite Wine,
Região: Tejo, Portugal
Notas: --
Preço: --
Classificação: --

Quinta-feira, 10 de Maio de 2012

Herdade Paço do Conde Colheita Seleccionada 2007 - a envelhecer mal para o preço


O Alentejo é de todas as regiões de vinhos de Portugal a que menos me entusiasma. E quando falamos de vinhos que começam a ter alguns anos (mesmo não sendo muitos) ainda me cativa menos.

Claro que existem grandes vinhos alentejanos e que aguentam décadas, mas na generalidade não é essa a direcção seguida pela maioria dos produtores da região. Pouco interessa agora essa questão para o caso em apreço.

Este foi um daqueles vinhos comprado na Feira de Vinhos do Pingo Doce de 2012. Mas acabei por não provar mais que um golo da primeira garrafa e acabei por comprar uma segunda porque não consegui formar uma opinião.

Fiquei muito desiludido. Aquela primeira impressão não tinha sido tão má. Acabei por achar esta garrafa um vinho banal, com demasiada madeira e com um sabor a queimado. Infelizmente foi um daqueles casos em que acabou por não me dar prazer em bebê-lo.

Dou o desconto porque talvez esta garrafa talvez não tivesse nas melhores condições (tinha provado menos de meio copo de uma anterior e não tinha ficado com esta ideia). Mas considerando que o produtor na colheita de 2009 dá uma longevidade prevista de 5 a 6 anos (informação recolhida no site) parece-me que este 2007 já passou a sua altura.

Independentemente disso, e mesmo contando com a primeira impressão, acho que por 8€ tinha obrigação de ser muito melhor. Desiludiu e por ser um preço excessivo é penalizado na pontuação.

É um vinho a não comprar, pelo menos esta colheita.

Há ainda um pormenor curioso no site do produtor onde a loja online não tem indicação dos preços de venda. Curioso no mínimo mas isso seria matéria para outro post.

Herdade Paço do Conde Colheita Seleccionada 2007
Produzido por Sociedade Agrícola Encosta do Guadiana,
Região: Alentejo, Portugal
Notas: Aroma suave. Fruta negra intensa, com nota de baunilha e balsâmico. Na boca fruta madura, quase compota. Balsâmico forte e madeira queimada, desequilibrada e muito intensa.
Final longo, marcado pela madeira e pelo balsâmico o que lhe confere uma nota desagradável.
Consistente. Parece estar em queda após ter passado o seu tempo.
Preço: 7,99€ no Pingo Doce
Classificação: 79 (in 100)
(10 de Abril, 2012)

Sexta-feira, 4 de Maio de 2012

Anthony Bourdain em "No Reservations" faz retrato sobre Lisboa

Para quem ainda não viu aqui fica o episódio do No Reservations sobre Lisboa. É ver o Anthony Bourdain a comer e a adorar a nossa capital.

Terça-feira, 24 de Abril de 2012

Papa Figos 2010 - esperava mais



Este foi um dos vinhos que eu trouxe da visita à Quinta do Seixo quando estive no Douro. Ainda não o tinha provado e estava curioso por já o ter visto noutros blogs.

De acordo com o produtor o Papa Figos vem preencher uma gama que se situa entre o famoso Esteva e o Vinha Grande. Recomenda um preço de cerca de 6€.

Quando o provei a primeira impressão que tive foi o álcool. Apesar de ter apenas 13% nota-se demasiado, em especial quando a temperatura do vinho sobe um pouco. Por isso lá o refresquei um pouco.

No geral considero-o um vinho honesto. Está todo correcto, com tudo no lugar e bem feito. Sem defeitos aparentes, mas também sem virtudes.

Um vinho que satisfaz mas não me convence. Tinha obrigação, pelo preço em que se enquadra, de dar um pouco mais. E tendo em conta que ostenta a marca da Casa Ferreirinha fiquei um pouco desiludido.

Disseram-me mais tarde, através de uma conversa pelo Twitter, que supostamente deveria ser guardado por mais uns meses. Se for o caso então não o coloquem ainda à venda. Depois de o ter provado não encontro justificação para gastar 6€ para ver se é verdade ou não.

Papa figos 2010
Produzido por  Sogrape,
Região: Douro, Portugal
Notas: Aroma intenso. Fruta vermelha bem madura mas com o álcool a notar-se um pouco. Pequena nota de erva seca e madeira discreta.
A boca é dominada pela fruta madura e com madeira a aparecer um pouco mais forte e a deixar notas de baunilha. Enche meia boca e tem final médio.
Consistente. Bem elaborado mas com o álcool a notar-se um pouco (apesar de apenas ter 13%).
Preço: 6,10€ na Garrafeira Nacional
Classificação: 83 (em 100)
(5 de  Abril, 2012)

Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

Cave de guarda de vinhos - uma primeira experiência



Em Fevereiro de 2011 decidi iniciar o que pode ser considerada uma experiência de cave guarda de vinhos.

As condições não são as perfeitas, mas de momento o investimento numa cave climatizada está fora de questão e por isso lá tive de arranjar uma solução de compromisso.

Agora passado pouco mais de um ano decidi experimentar algumas das garrafas que tinham começado esta aventura.

O vinho em questão não era muito importante, nem tão pouco interessa agora tecer comentários sobre ele. O importante a reter desta experiência é que o vinho não mostrou nenhum sinal de deterioração, o que parece mostrar alguma viabilidade do local escolhido.

Admito que o vinho também não mostrou nenhuma evolução, mas desconfio que da amostra pouco ou nada iria conseguir nesse sentido.

Importa no entanto reter também que a rolha estava em perfeitas condições, mais de um ano passado em que o vinho esteve deitado.

Em teoria para guardar vinhos é necessário reunir algumas condições técnicas. Primeiro o local deve ser escuro e longe da luz solar. O meu local satisfaz essas condições.

Em segundo lugar o local deve ter uma temperatura constante que deve rondar os 12ºC. Aqui fico em falha. Tem muito ligeiras variações de temperatura que ronda os 16ºC. Não é perfeito mas parece-me aceitável.

Em terceiro lugar associado à temperatura deve haver uma humidade próxima dos 80%. Também aqui não consigo satisfazer este critério. Sei que não porque 80% implica praticamente haver água a escorrer pelas paredes. O que não é viável de todo para o local escolhido.

Por último o local deve estar permitir ter o vinho em repouso e sem vibrações. Aqui cumpre na totalidade.

Foi uma primeira experiência com guarda de vinhos na cave improvisada, mas que parece prometer ser um compromisso aceitável e com viabilidade.

Sexta-feira, 20 de Abril de 2012

Adegga Summer Wine Market 2012

Mais uma boa notícia vinda do Adegga.com



Depois do grande sucesso que foi o Adegga Wine Market 2011, não vamos ter que esperar um ano inteiro pelo próximo.

Este ano vão desenvolver uma nova iniciativa e é já a 16 de Junho que se vai realizar o primeiro Adegga Summer Wine Market, no Hotel Tivoli Lisboa (Av. da Liberdade 185).

O conceito deste evento pretende juntar os vinhos brancos, rosés e tintos leves, muito mais apetecíveis no verão com um final de tarde de verão e início de noite (entre as 16h e as 23h).

Este ano prometem ainda um Sushi Corner, onde se poderão comprar algumas destas iguarias que tão bem vão com estes vinhos.

Como de costume nos eventos Wine Market do Adeega vai ser possível comprar os vinhos provados no dia.

São ainda prometidas mais novidades, por isso o melhor é irem acompanhando a página do evento do Facebook ou o blog do Adegga onde devem começar a surgir mais novidades em breve.

EDIT: o site oficial do evento já está disponível.

Quinta-feira, 19 de Abril de 2012

História de uma garrafa de vinho verde



"Cada garrafa de Vinho Verde conta uma história. Essa é a garantia que lhe damos, através do nosso SELO DE GARANTIA."

Pelo menos é essa  a promessa feita Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes no seu site.

Para isso basta ir à História da Garrafa e introduzir os dados do selo de garantia que vem com cada garrafa.

Apesar de ter ficado à espera de obter resultados mais interessantes não deixa de ser uma ferramenta engraçada e é como dizem: cada garrafa tem uma história. Assim fica-se a saber mais um pouco da história daquela.

Quarta-feira, 18 de Abril de 2012

Quinta do Poço do Lobo Reserva Cabernet Sauvignon 2004 - um "cab" clássico

De todas as castas estrangeiras o Cabernet Sauvignon é das que mais me cativa. É aliás uma casta já tão utilizada em Portugal que deixei tanto de a ver como estrangeira mas como uma casta do mundo, tal é a sua disseminação.

Para mim um grande Cabernet Sauvignon tem de ser pimentos. É isso que procuro quando o compro.

Sei que quando o vinho ainda é novo as notas da fruta ainda se sobrepõem, fazendo assim destes monocastas apenas mais um vinho.

Mas quando começam a mostrar os sinais de evolução e a fruta se começa a esbater aparece o pimento. Pimento verde. Intenso.

E isso é que eu gosto. e foi o que aconteceu com este vinho.

Produzido pelas Caves São João, que compraram a Quinta do Poço do Lobo em 1972, é um vinho elegante. Tudo muito bem equilibrado e ainda a mostrar uma ligeira acidez, ou não fosse um vinho da Bairrada e tivesse apenas 7 anos.

No final satisfazes bem. O preço acaba por estar de acordo com o que é apresentado, mas para quem não é apreciador desta casta com as suas notas de pimento verde então vai ser um desperdício de dinheiro e de vinho.

Quinta Do Poço Do Lobo - Reserva Cabernet Sauvignon 2004
Produzido por Caves São João,
Região: Bairrada, Portugal
Notas: Aromas com fruta negra suave e nota vegetal. Um pouco de tabaco e madeira seca.
Na boca acidez ligeira. Nota vegetal ligeira ao início e que se intensifica. Madeira suave e agradável, a completar sem se sobrepor. Fruta madura ligeira.
Muito consistente.
Preço: 15,99€ no Continente
Classificação: 90 (em 100)
(14 de Março, 2012)